sábado, 31 de dezembro de 2011

Minhas utopias para 2012




 UTOPIAS PARA 2012

Essa deliciosa música de Tom Zé acompanha minhas utopias para 2012. 
Sim, utopias, porque desejos, tenho todos os dias...
Então tenho o sonho que em 2012 a felicidade se espalhe sobre os homens.
Sonho que as pessoas sejam mais compreensivas.
Sonho que as pessoas sejam mais capazes de perdoar, e que façam isso com sinceridade.
Que sejamos tolerantes com as diferenças, por maiores que elas sejam e que, assim,  os preconceitos sejam abolidos de vez.
Que continuemos a nos indignar perante e injustiça, a violência, a indignidade, mas que a indignação não seja mais suficiente para acalmar nossos corações, que possamos atuar para que não tenhamos mais com o que nos indignar.
Sonho com a possibilidade de viver em um mundo verdadeiramente democrático, no qual não se busque o desejo da maioria, mas o bem de cada um.
Sonho com um mundo no qual a Ética seja a palavra que comanda as ações.
É, termino 2011 partilhando minhas utopias.
Porque a felicidade é bem mais particular.
Ela é cheia de a, é cheia de é, é cheia de i, é cheia de  ó, é cheia de u......



sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Sobre violência (ou violências)


A violência me assusta. 
Ela assume muitas faces - a mais óbvia, a da maldade. 
Somos bombardeados por ela todos os dias nos noticiários da TV, na internet, nas conversas na sala do cafezinho. 
A face má da violência nos assusta, oprime... 
Nós a reconhecemos facilmente e podemos afirmar, quase sem pensar, que a queremos bem longe de nós e daqueles que amamos.
Mas a violência tem outra face, nem sempre óbvia - aquela que vem travestida do discurso da justiça, do combate à maldade. 
E, para tanto, a solução violenta parece que se torna razoável, aceitável, e porque não dizer, louvável. 
É a violência que aparentemente seria justiicada.
Não há justificativa  para a violência.
Quem propõe o ato violento como forma de fazer justiça se iguala ao que o pratica por maldade. 
Porque, na verdade, não busca a justiça, mas a vingança.
Porque será que isso parece tão difícil de ser entendido?