sexta-feira, 22 de maio de 2026

Não entendo...


Não entendo como algumas pessoas podem acreditar que são melhores que outras.
Não entendo como alguém pode achar que sabe o que é melhor para outras pessoas.
Como é possível que uma pessoa possa acreditar que seus valores são os únicos e que todos devem se curvar a eles?
A cada dia me sinto mais perplexa frente à incapacidade de se olhar o outro com empatia, de se permitir ao outro ser quem é.
Porque os discursos de intolerância tem tamanho acolhimento entre tantas pessoas?
Não entendo, e não sei se quero entender.
Mas vejo, e o que vejo me assusta...

um dia como outro qualquer?

Hoje foi assim, aparentemente um dia como outro qualquer. Mas um dia que guardava lá, em uma gavetinha, um significado especial, um telefonema que o tempo não deixou ser esquecido, canções cantadas na noite, marcas que ainda emocionam...
As canções fazem parte de minha vida. Sou feita de trilhas sonoras, me canto pelas vozes de outros, pelas palavras que tomo a liberdade de fazer minhas...
Por isso nesse Canto para Prosear coloco cantos, tantos cantos me traduzem em poesia.
Um dia que não é como outro qualquer e que por isso merece uma canção só para ele.
"Certas canções que ouço cabem tão dentro de mim
Que perguntar carece: como não fui eu que fiz?
Certa emoção me alcança, corta-me a alma sem dor
Certas canções me chegam como se fosse o amor.
Contos da água e de fogo, cacos de vidas no chão
Cartas do sonho do povo e o coração do cantor.
Vida e mais vida, ou ferida
chuva outono ou mar...
Cartão e giz, abrigo
Gesto molhado no olhar.
Calor que invade, arde, queima, encoraja
Amor, que arde, invade, carece de cantar...
(Milton Nascimento e Tunai)