domingo, 11 de setembro de 2011

11 DE SETEMBRO 2001 - 2011


11 de setembro, dez anos dos atentados às torres gêmeas.
Não partilho das ideias de que o fato de os EUA (e o mundo) relembrarem o fato e homenagearem as vítimas seja um exagero, ou um descaso com outros tão graves atentados à humanidade. Cada fato tem seu peso.
Tenho lido que “as pessoas ficam lembrando o 11 de setembro, mas e as vítimas de Hiroshima e Nagazaki”? “E a fome e o genocídio na África”? “Estamos sendo manipulados pela mídia” (e aí vem o velho e antiquado movimento “fora Rede Globo”, que a gente ouvia lá na época da ditadura, e agora, em tempo de internet e mídia globalizada soa até ingênuo).
Sinto aí o velho cheiro do antiamericanismo. Como se as tragédias norte americanas fossem, se alguma maneira, merecidas por conta daquelas que norte americanos causaram.
Tragédias são tragédias, vidas humanas são vidas humanas. Perdidas nos atentados terroristas, nas guerras, nos genocídios, pela fome, pela violência, cada vida humana é importante e insubstituível.
O que aconteceu nos Estados Unidos em 11 de setembro de 2001 foi uma tragédia que deve sim, ser lembrada e ser chorada, pois foi mais um momento em que o ódio de alguns trouxe sofrimento para muitos inocentes.
Obviamente houve uma distorção na resposta aos atentados. A geração de uma guerra motivada pelo desejo de vingança foi um erro histórico da era Bush, que inclusive, passado o impacto do atentado terrorista, os próprios norte americanos condenaram.
Mas, independente disso, os americanos têm sim todo o direito de chorar e homenagear seus mortos, e o mundo inteiro não pode negar que esse atentado mudou a história da humanidade. O mundo depois de 11 de setembro de 2001 nunca mais foi o mesmo. 
Talvez pessoas muito jovens, que eram crianças em 2001, não consigam entender a magnitude do atentado, e o quanto ele afetou a todos nós. Valeria à pena estudar, se informar, porque podem não saber, mas suas vidas foram afetadas, sem volta, por esse fato.
Todo meu pesar e toda minha solidariedade às famílias das vítimas do atentado.
Todo o meu pesar e toda minha solidariedade a todos que, direta ou indiretamente, sofrem até hoje as consequências do fanatismo e da insanidade daqueles que se dizem “seus governantes”, “seus líderes”, “seus gurus”.
Que cada vítima da intolerância e da ganância pelo poder possa ter o direito de ser chorada, seja na intimidade de seu lar, seja pela TV ou pela internet em rede mundial!
E que as pequenas intolerâncias que vemos hoje, manifestadas, por exemplo, em discursos “antiamericanos” e outros, possam ser tão combatidas quanto as grandes intolerâncias, pois são também nefastas.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Nostalgia


Tem dias que tenho saudade de coisas indefinidas. 
De músicas, de cheiros, de lugares.
Aquela saudade nostálgica, carregada de recordações.
Aquela saudade melancólica de coisas que ficaram perdidas em algum lugar, no tempo.
Hoje estou assim, nostálgica.
Com vontade de ouvir músicas da minha juventude.
De lembrar de momentos da infância.
A sensação do tempo escorrendo por entre meus dedos, grãos de areia que não posso segurar...

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Tanta caretice....


Quem diria que a evolução dos tempos e dos costumes iria nos jogar no meio da caretice, no meio da babaquice?
Ouço coisas no século XXI que deveriam ter sido esquecidas no século XIX... 
Preconceito, intolerância, dogmatismo. 
Discursos que usam a religião para sustentar ideias que já eram para ter sido esquecidas, superadas.
Gente gritando nas esquinas que isso ou aquilo é errado, que jeitos de ser devem ser abolidos.
Quanta caretice, meu Deus, quanta babaquice...
Juro que achava que o século XXI traria a pós-modernidade.
O que vejo é a pós-idade média.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

NADA!


Vontade de escrever, mesmo sem ter um assunto definido.
Tanto assunto por aí, e eu aqui querendo escrever sobre nada.
Às vezes gosto disso de nada - pensar nada, fazer nada, escrever sobre nada...
Nada!
Engraçado que nada não me dá sensação de vazio, de solidão...
Nada me dá sensação de paz, de silêncio, de sossego.
Tão bom ter nada para fazer...
Tão bom se preocupar com nada...
Tão bom e tão raro!
Assim, dedico esse texto à divina sensação de nada!

terça-feira, 26 de julho de 2011

Invasões, limites e liberdade


O que são limites? 
Parece que, de alguma forma, perdemos a noção do que seja limite. 
Em um mundo no qual o espaço virtual aceita tudo e a mídia confunde liberdade de expressão com autorização para tudo, ando assustada.
Pertenço a uma geração que viveu sob ditadura, logo sei muito bem o quão preciosa é a liberdade, e a defendo a cada dia.
Mas também defendo o respeito à dignidade humana, aos sentimentos alheios, à privacidade quando essa é desejada.
Falo disso pois hoje me choquei com uma notícia: "humoristas" (assim eles se intitulam) invadiram o funeral de uma jovem artista, apenas pelo gostinho de provar que podem entrar em qualquer lugar que queiram. 
Um deles se auto-intitula "invasor"...
Acho que não há pior forma de relacionamento humano do que o relacionamento invasivo, aquele que desconhece as barreiras tão necessárias à preservação do espaço (interno e externo) de cada um.
E nesse suposto "humorismo", ser invasor é algo de que o sujeito se vangloria!
Não reconheço essa liberdade como legítima, acredito que a verdadeira liberdade não nos limita, mas reconhece limites, pois a verdadeira liberdade nos leva à construção de sociedades e relações melhores.
Não defendo, nunca defendi e nunca defenderei qualquer tipo de censura. 
Se eles querem continuar fazendo esse tipo de "humor", que façam, sempre haverá uma plateia pronta para aplaudir qualquer coisa.
Mas sinceramente não consigo entender...

quinta-feira, 21 de julho de 2011

cat

sábado, 16 de julho de 2011

caminhar?


Não sei do sentimento que me move.
Não sei...
Sei que caminho. Para onde? Quem sabe...
Às vezes penso que não importa muito para onde se vá, desde que não se fique parado.